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Agora que eu tenho algum tempo, vou tentar fazer um post mais elaborado sobre as minhas duas primeiras semanas aqui. A viagem, como a maioria dos meus leitores já deve estar ciente, foi um inferno.
Primeiro, tomamos (eu e o Coster) um fantástico chá de cadeira no aeroporto de Guarulhos (odeio conexões longas). Depois, ao entrar no avião, tomamos outro chá de cadeira, em solo, devido a greve/operação-padrão dos controladores de tráfego aérea do CINDACTA 1 (Brasília). Após duas horas de atraso, decolamos e seguimos para mais um chá de cadeira, dessa vez voando… dez horas de viagem são uma merda, principalmente quando o avião é apertado (classe econômica) e você perde o sono ao pensar que perderá a conexão em Milão, pois esta só teria uma hora e quarenta minutos de folga (odeio conexões curtas). Felizmente, a Alitalia foi bastante prestativa e nos realocou para um vôo que sairia algumas horas depois (outro chá de cadeira) e ainda nos pagou um almoço.
É claro que não para por aí não… Ao chegar em Frankfurt, o que descobrimos? Nossas bagagens não vieram! Feito o claim, dirigimo-nos para a estação de trem (anexa ao Aeroporto, que povo esperto) e, apenas com a bagagem de mão, dirigimo-nos a Kaiserslautern. É claro que nem isso foi muito tranqüilo, pois o sistema de trens alemão parece meio confuso para quem não está habituado, uma vez que não existe uma sinalização no trem dizendo para onde ele vai. Você tem que confiar no horário que está impresso na passagem. Além disso, pegar conexões pode ser meio complicado, pois é difícil de saber em que estação você está. Para nossa sorte, encontramos um ucraniano doido que também estava indo para Kaiserslautern e soube nos orientar melhor.
Chegando em Kaiserslautern, Mr. Reisel (the problem solver) nos buscou e nos conduziu para as nossos novos cubículosapartamentos, não sem antes levando-nos para comer um Döner Kebab (fast food mais comum por essas bandas).
Continuando minha aventura, no segundo dia aqui, consegui a façanha de me trancar do lado de fora do meu apartamento, com a chave na fechadura, de chinelo. Um detalhe a ser salientado é de que é IMPOSSÍVEL fazer cópias da chave do apartamento sem autorização. Simplesmente os chaveiros se recusam. Como era feriado (Alles Heiliges), tive que esperar até o dia seguinte para chamar o Hausmeister (zelador) para que este abrisse a porta.
Esses foram apenas os azares dos dois primeiros dias, mind you.
Pós-operatório:
- Chegamos na Europa no dia das Bruxas. Talvez isso explique muita coisa
- Pedimos informação na estação de trem em Frankfurt para uma Russa. Aliás, acho que só esbarramos em estrangeiros por aqui, por enquanto
- No aeroporto de Frankfurt, é possível chegar na esteira de bagagens SEM ter vindo de um avião. Totalmente inimaginável
- No trem de Bad Münster an Stein (eu traduzo isso como “Monstro mau na pedra”) para Kaiserslautern, um maluco botou uma máscara de Halloween e saiu correndo pelo trem. Instintivamente, fechei os punhos, fiz menção de dar um rapa no cara e me preparei para reagir a um assalto. Aí lembrei que não estava no Brasil
- O Ucraniano que nos orientou no trem ficou emocionado ao saber que éramos brasileiros. Ele adorava o Brasil (que ele conhecera pelas telenovelas) e sonhava em ir pra lá. O Coster prontamente ofereceu trocar os passaportes, mas acabamos abortando ao ver que ele era do leste europeu (até então achávamos que ele era alemão).
- Os alemães correm pacas no trânsito urbano. Eles também tem a estranha mania de estacionar com uma roda sobre a calçada e às vezes andar sobre ela. Em compensação, são muito cordiais com outros motoristas e pedestres.
- As bagagens nos foram entregues no dia seguinte, sem maiores problemas. EXATAMENTE na hora marcada por eles.
- As sinaleiras de pedestre são respeitadas por todos os pedestres. A não ser quando eles enchem o saco da estupidez do funcionamento delas.
- O tráfego da Base Aérea de Ramstein (que pertence aos EUA) é simplesmente absurdo. Mas você acaba se acostumando.
Listening: Lacrimosa - Sanctus
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2 users resposed " Tanz mit mir! "
November 20 2006
10 horas de avião uma merda?! Pfff… Pequeno gafanhoto, 10 horas é só aquecimento… :)
Também achei os trens na Alemanha confusos. O que mais me confundiu foi não dizer quais as próximas estações nos dois sentidos (e portanto não se saber pra que lado se está indo) e a falta da “catraca” de bilhetes que não nos deixa saber se estamos indo pro lado dos trens mesmo. Felizmente aqui é mais fácil de entender (apesar dos kanjis). Aqui os trens são 100% lógicos (uma das poucas coisas).
Acho que só tem turistas mesmo nos trens da Alemanha. Até pra mim, nas poucas horas que passei aí, uma mulher veio pedir informações.
February 21 2007
Sem dúvida dos blogs mais divertidos que já li! adoro historias de viagens!
BJS de Portugal
Marina
(Terceira Island)