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Pedir pela vossa compreensão é o mínimo que eu poderia fazer, pois estou a <shame>71 dias </shame> sem postar neste blog. De lá pra cá, muita coisa tem acontecido, pouco tempo tenho tido e muito menos ainda tenho dormido. Um rápido resumo da ópera segue:
Em Janeiro, não fiz porra nenhuma. Fiz tão pouco que sequer tive o quê postar no blog, exceção feita aos fantásticos feitos do nosso colega com poderes de super-herói (”as mulheres agarram ele quando ninguém está olhando”) que, de lá pra cá já aterrorizou mais algumas festas na Alemanha e até nas ruas desse “gueto judeu” vizinho à Alemanha chamado Polônia. Eu linko o blog dele, mas temo que meus diletos leitores não serão capazes de compreender o dialeto característico em que nosso estimado colega escreve. Sim, não estou ajudando o GoogleRank dele, pois botei um “nofollow” nesse link =P
Em Fevereiro, eu e o Coster (blog em endereço “novo”) fomos à Suécia, mais precisamente à cidade de Göteborg, onde ficamos hospedados na casa de uma escoteira que o Coster conhecera pelo Scoutlink. A câmera que eu havia encomendado em meados de janeiro chegou, felizmente, um dia antes da viagem, o que me possibilitou as 90+ fotos que lá tirei (algumas estão no meu Flickr). De lá, noto:
- Uma língua totalmente bizarra, da qual só aprendi “obrigado” (”tak”) e “oi” (”hey”)
- Em compensação, todo mundo fala inglês. Até o motorista do ônibus do aeroporto. Até o motorista do Tram. Até o lixeiro se duvidar
- Por falar em Tram, a cidade é percorrida amplamente por Trams. Muito bacana. Eles são meio antiguinhos e mal-cuidados (pixações), mas muito bacanas
- Por falar em transporte coletivo, a sistema dessa cidade também inclui barcos regulares para as ilhas da região.
- E tudo isso à 14:50 Kronor para cada 90 minutos. Isso equivale à uns €1.55. Para pagar, usa-se um sistema a la Oyster Card
- Frio do cão (-11°C). Mas nada de neve.
- O elevador do prédio da Flummi não tinha porta interna. Se não entendeste, olhe a foto
Uma semana depois, no Carnaval, uma boa parte da gurizada foi para Köln, cidade famosa pelo seu carnaval. Por falta de tempo (leia-se: dinheiro), optei por ficar em K’lautern e curtir o lotado carnaval da ISGS (aproximadamente 30 pessoas no Kramladen, fotos). Fui também para Landstuhl, onde o Coster tinha mais alguns conhecidos da Scoutlink, e conheci o carnaval de Ramstein-Miesenbach com eles. Peculiar, daria para se dizer: basicamente consiste de um desfile de caminhões/carros alegóricos, com pessoas fantasiadas dançando, tocando música e jogando balas e doces nas pessoas que assistem ao desfile. É claro que, se eu participasse como “jogador de doces”, algumas pessoas voltariam p’ra casa com traumatismo craniano =P.
Em Março, fomos a Aachen (fotos), uma cidade turística na fronteira da Alemanha com Bélgica e Holanda, onde participamos de um evento acadêmico pelo nosso grupo de pesquisa aqui da Universidade. A cidade é muito bonita, bem mais interessante que a enfadonha Kaiserslautern em que mor(r)o. Nessa viagem, conhecemos o fantástico ICE (trem de alta velocidade da Alemanha). Sem dúvida, uma senhora máquina, deveras silenciosa e impressionamente confortável, contando inclusive com “aeromoça” (ou seria “trenhomoça”?).
Em março também começou a apertar um pouquinho a minha vida aqui. Agora assisto ao curso de alemão intensivo, com 6 horas de aula por dia, todos os dias da semana. É realmente cansativo, mas estou aprendendo muito mais do que eu aprendera nos cursos anteriores que eu fizera. Para ajudar, o trabalho agora está bem puxado, com prazos mais curtos; as tarefas, no entanto, são mais concretas, o que me deixa mais contente em relação a tempos anteriores, onde estava difícil arranjar motivação para pesquisar. Também voltei a fazer academia (achei uma bem barata), seguindo aquela velha filosofia de que “quanto mais tempo livre temos, menos fazemos”.
Como lição do dia do hoje, fica: tomar cuidado com o “1-click buy” do Amazon. O troço realmente funciona em um clique só. Cliquei sem querer ontem a tarde enquanto pesquisava por uns MP3 players para o fadinha e hoje recebi o e-mail do Amazon informando que a transação já estava sendo efetivada junto ao mercante. O Amazon não pede mais NENHUMA confirmação além do “1-click” que você deu. Nem manda e-mail na hora, o que me deixou “no escuro” por um dia; lendo os FAQs do Amazon.de, descobri que eu tinha 90 minutos para cancelar a transação no site. Como isso já não adiantaria mais no meu caso, fui obrigado a contatar o mercante do produto e solicitar o cancelamento da transação, e ainda tive que fazer isso em Alemão (mas mandei alguma coisa em Inglês pra ter certeza que seria entendido). Felizmente, duas horas depois, o mercante prontamente cancelou a transação e me salvou da dor de cabeça de torrar €180,00 num produto que eu não queria.
C’est la vie
Links do dia: the show – videolog genial. A idéia é ótima e o cara é uma comédia. Pena que só fui descobrir agora, que o cara parou de produzir. Também descobri o justin.tv e tenho medo que a moda pegue.
Ouvindo After Forever - The Evil that Man do
Mas também viciei em Ievan Polka nesses últimos tempos… ô músiquinha grudenta — mobus
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